Dhamma-niyama Sutta
O Discurso sobre a Regularidade do Dhamma
Anguttara Nikaya III.134
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"Bhikkhus, havendo ou não o surgimento de um Tathagata essa propriedade se mantém – essa regularidade do Dhamma, essa ordenação do Dhamma: todos os fenômenos condicionados são impermanentes.
"O Tathagata desperta de forma direta para isso, penetra isso. Despertando de forma direta e penetrando isso, ele o explica, ensina, proclama, estabelece, revela, analisa, elucida: todos os fenômenos condicionados são impermanentes.
"Havendo ou não o surgimento de um Tathagata essa propriedade se mantém – essa regularidade do Dhamma, essa ordenação do Dhamma: todos os fenômenos condicionados são sofrimento.
"O Tathagata desperta de forma direta para isso, penetra isso. Despertando de forma direta e penetrando isso, ele o explica, ensina, proclama, estabelece, revela, analisa, elucida: todos os fenômenos condicionados são sofrimento.
"Havendo ou não o surgimento de um Tathagata essa propriedade se mantém – essa regularidade do Dhamma, essa ordenação do Dhamma: todos os fenômenos são não-eu.[1]
"O Tathagata desperta de forma direta para isso, penetra isso. Despertando de forma direta e penetrando isso, ele o explica, ensina, proclama, estabelece, revela, analisa, elucida: todos os fenômenos são não-eu."
Nota:[1] sabbe sankhara anicca, sabbe sankhara dukha, sabbe dhamma anatta: respectivamente todos os fenômenos condicionados, ou formações (sankhara), são impermanentes, sofrimento; todos fenômenos (dhamma) são não-eu. Os suttas são inconsistentes quanto à questão de considerar nibbana como um fenômeno (dhamma). O It.90, entre outros, afirma de modo claro que sim. O Snp V.6 menciona o Buda afirmando que a realização de nibbana é a transcendência de todos os fenômenos, igual ao Snp IV.6 e Snp IV.10. Se a primeira definição for adotada neste caso, nibbana seria não-eu. Se for tomada a última, a palavra fenômeno, (dhamma), (mais abrangente que formação, sankhara) se aplicaria à experiência de nibbana por aquele que não retorna (veja o AN IX.36). A experiência de nibbana pelo arahant não seria nem eu, nem não-eu, já que está além de qualquer caracterização possível (veja o DN 15).
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